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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ninjutsu é a nova paixão de David Lucas, o Hugo de "Beleza Pura"


David Lucas é extremamente curioso. O ator de 13 anos, que vive o sossegado Hugo em "Beleza Pura", é do tipo que se interessa por todo tipo de assunto. Daí, há dois meses, ele ter resolvido praticar ninjutsu, arte milenar japonesa ligada aos famosos e misteriosos ninjas, guerreiros do Japão Antigo. "Me entregaram um panfleto na porta do colégio e estava escrito: tática de guerrilha e meditação. E sempre gostei desse negócio, entendeu?", explica o jovem, que se apaixonou pelas técnicas da arte ninja. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

A HISTÓRIA DA KOGA-RYU - PARTE 3



Os ninjas, no passado, entravam no território inimigo para mapear e inspecionar coisas. O Bansenshukai lista coisas como estimar a altura das edificações e tamanho de coisas como rios e fossos, através de um tipo de geometria. A distância de um estrada poderia ser estimada através da contagem dos passos para posterior conversão para medidas mais convencionais. Um ninja poderia andar através de uma província e voltar com um mapa bastante apurado da área e inspecionar os castelos através de invasões furtivas. Contudo, o metsuke do período Edo mantive as inspeções tomando notas enquanto trabalhavam e abertamente enviavam mapas e coisas parecidas que reuniam para o shogunato. Todos os trabalhos em fortificações tinham que ser aprovados e monitorados por representantes do shogun e eles tomavam notas bem detalhadas quando qualquer inspeção ou construção estava em curso. Naquela ocasião, o metsuke cumpria a função de agente investigativo. Mas isso era muito claro para todos, não havia dissimulações. Algumas vezes o shogunato desejava destruir algum clã problemático e precisava de uma desculpa fornecida pelo metsuke para tal. Mas, mais frequentemente o shogunato temia o resultado de um grande número de samurais subtamente relegados ao status de ronin de modo que comumente o shogunato trabalhava com os anciões dos clãs para perseguir e corrigir problemas antes que esses ocorressem. Em alguns casos, o que era bom para um clã não era o melhor para o senhor no poder e as vezes os clãs poderiam forçar o seu próprio daimyo corrupto a abdicar e empossar seu herdeiro.


De acordo com os registros, algumas vezes os ninjas que permaneceram em Iga ainda eram requisitados para ajudar a analisar o humor dos camponeses. Os Tokugawa temiam enormemente a idéia de uma revolta campesina. Várias ocorreram durante o período Edo. O ninja de Iga não mais entrava em castelos como costumava fazer, mas serviam como uma forma de descobrir o que os camponeses estavam pensando. Se um agente disfarçado de vendedor ambulante reportava que em toda parada de sua jornada ele ouvia histórias ruins sobre o daimyo local, então o shogunato sabia que eles tinham uma revolta em potencial em suas mãos.


Algumas tradições de Koga não fizeram parte de Tokugawa, mas ao invés disso empenharam seus serviços a outros senhores e mantiveram suas habilidades vivas e fora da influência de Edo. Estas escolas cessaram de serem conhecidas como Koga ryu e seguiram o exemplo das muitas escolas de Iga que durante a diáspora se apoderaram de nomes baseados no senhor que eles serviam ou nos seus ancestrais de tal forma que eles realmente deixaram de ser classificados como membros do Koga ryu. Isso se estendeu por décadas, séculos até. A necessidade de entrar no território inimigo e completar missões de espionagem e sabotagem foi efetivamente banida de Koga. Seu status era considerável no shogunato, mas pessoas como Hichiro Okuse são claras quando declaram que Koga já não era mais ninja no fim da era Edo. Lições que foram aprendidas com sangue foram perdidas e eles se tornaram um pouco mais que guardas de segurança e burocratas.


Quando o comodoro Perry navegou pelo porto de Edo com a intenção de “abrir” o Japão para o comércio, foi um ninja de Iga, de nome Sawamura Jinsaburo Yasusuke, que foi chamado para reunir informações sobre ele. Registros coletados no primeiro ano da nova era Meiji, listam grandes números desses ninja de Iga agrupados por suas vilas. Nenhum registro similar existia sobre a região de Koga.


Com Perry, veio uma grande mudança. Muitos sistemas de combate agora já não tinham nenhum propósito de existência para a moderna era e foram perdidos. Outros viraram esporte. Alguns viraram uma questão de tradição e outros foram mantidos vivos por seus guardiões como uma ligação com o passado marcial do Japão. O ninja que podia realmente se chamar assim, pertencia agora a uma era passada e não tinha mais lugar no novo mundo. O ninja havia principalmente espionado num outro Japão, mas no moderno mundo o Japão tinha que se preocupar com novas línguas e culturas que o ancestral ninja nunca havia sequer imaginado.


Anos depois, um homem chamado Fujita Seiko anunciou que ele era o último grande mestre de ninjutsu Koga ryu. Fujita era um home fascinante e sua história é assunto para um grande debate. Há muitas questões, assim como a validade de sua história, mas não há dúvida quanto a ele ser o último japonês que clamou ensinar o Koga ryu.


De acordo com Fujita, seu avô foi seu professor de ninjutsu. O jovem Fujita procurou aventuras, fugindo e se juntando aos Yamabushi em sua pereguinação. Isso pode parecer estranho, mas os Yamabushi pregavam uma religião onde eles deveriam exercitar praticas os atos religiosos em lugares sagrados, isso permitia que eles guardassem “energia sagrada” que eles podiam transportar para outros lugares a medida que viajavam em suas peregrinações, em troca de doações. Uma parte indispensável dos seus serviços era a demonstração de seus poderes sagrados a aqueles que consideravam fazer-lhes doações. Como em encontros revivalistas, esses milagres eram bastante impressionantes. Andando em brasas, subindo em escadas feitas de espadas e espetando a si mesmos com muitas agulhas eram algumas das proezas praticadas. Ainda, como alguns encontros revivalistas americanos, alguns dos praticantes eram melhores em ser “impressionante” que sagrados. Mas era um grande espetáculo. Em resumo, para um jovem garoto daquele tempo, era o equivalente próximo de se fugir para se juntar ao circo.


Quando Fujita foi arrastado de volta aos seus pais, seu avô fez com ele um acordo. Ele iria lhe ensinar ninjutsu se prometesse que não mais fugiria. Fujita concordou e seu treino começou. Infelizmente isso aconteceu apenas alguns anos antes da morte de sue avô. Fujita admitia que havia muitas coisas que ele não havia tido chance de aprende com seu avô e mais tarde estudaria inúmeros textos sobre ninjutsu, assim como teria voltado a estudar com os yamabushi para prosseguir seus estudos. O problema com a história de Fujita é que há muito pouco para provar o que ele dizia.


Uma vez que seu avô já havia decidido deixar sua tradição morrer, ele destruíra seus pergaminhos antes de pegar Fujita como estudante. Isso é razoável mas permanece a falta de documentação. Também, como declarado, por volta do fim do período Edo os Koga perderam as suas habilidades de ninjutsu. E também resta a questão de o quão confiável era seu avô. Pais mentem para as crianças, isso é um fato. E o avô, desesperado por manter o neto longe da fuga pode ter inventado uma historia para mantê-lo ocupado. O treinamento que Fujita disse ter recebido do avô levanta uma série de questões. O tipo de treinamento que Fujita mais tarde relatou, era aquele que quase todo tipo de artista marcial, sem nenhum treino específico em ninjutsu, poderia relatar. Ele aprendeu a controlar sua respiração, aumentar sua resistência, andar, correr grandes distancias e endurecer suar mãos. Não há nenhuma menção a técnicas de furtividade. Claro, muitos dos exercícios fundamentais acerca da furtividade são aqueles que testam a paciência do estudante. Esta não é uma qualidade pela qual os garotos são conhecidos. Fujita mostrava ainda menos paciência que a maioria dos garotos de sua idade.


Alguns aspectos do treinamento do ninjutsu requerem corpos altamente desenvolvidos e flexíveis. Fujita mal teve a chance de desenvolver tal corpo antes de seu avô morrer. A despeito disso tudo, há uma certa nesga de verdade sobre a historia de Fujita. Sem considerar se o seu avô era ou não de fato um mestre do Koga ryu ninjutsu, Fujita provavelmente passou por algum tipo de treinamento com ele. Se ele tivesse inventado a história, ele provavelmente a teria embelezado e feito parecer que teria estudado mais do que realmente estudou e não teria mencionado a adição de conhecimentos através de fontes externas. Ele parecia realmente ter a crença de ter sido disciplinado no Koga ryu ninjutsu e diferente de outros auto-proclamados mestres de Koga ryu ninjutsu, sua gana para o treinamento e trabalho é clara. Fujita tinha habilidades incríveis de resistência e força. Ele podia caminhar com o peito do pé, uma habilidade que muitos estudantes de yoga não podem copiar. E ele reuniu uma enorme biblioteca de livros e trabalhos históricos na sua procura pelo ninjutsu para adicionar ao que seu avô o teria ensinado.


No ocidente, muitas pessoas clamam ser mestres de Koga ryu para que tenha os holofotes sobre eles sem muito esforço de sua parte. Fujita também amava a atenção do publico, mas era bastante solícito ao depositar seu tempo e esforço para ser merecedor disso. Antes de ser conhecido como um mestre de ninjutsu, ele iniciou sua própria na qual ele fez várias previsões. Ele usou suas experiências com os yamabushi para o bem naquela época. Depois ele viria a admitir que seus trajes e comportamentos nesse tempo eram realmente bizarros, mas disse também que naquele estágio de sua vida, sempre que abria a boca tinha alguém lhe jogando grandes somas de dinheiro. Mas há a questão de que se o que ele conhecia era realmente ninjutsu. Ele deu vários shows por ele rotulado como ninjutsu, mas que consistiam mais em proezas de resistência que as habilidades furtivas pelas quais os ninjas são comumente conhecidos. Ele fazia coisas como bater em si mesmo com vergalhões de ferro, comer coisas como copos e espetar seu corpo com agulhas. Tobe Shinjuro, um pesquisador do ninjutsu e autor de muitos livros sobre o assunto, viu uma de suas performances e saiu balançando a cabeça e se perguntando: “Isso é ninjutsu?” Muitas coisas que ele fazia eram similares ao que os yamabushi faziam durante os sermões. Em um programa de televisão, certa vez, ele foi perguntado se poderia fazer algo como se esconder em certas edificações ou algo parecido. Ele disse que podia mas que se recusava demonstrar em cena pois faze-lo poderia expor suas técnicas, que é algo que um ninja não deve fazer nunca. Nawa Yumio, um notável pesquisador e autor de livros sobre ninjutsu, realmente conheceu Fujita. Ele disse que nunca soube de Fujita fazendo nada que pudesse ser classificado como ninjutsu. No seu livro, Ninjutsu no Kenkyu, Nawa nunca se refere a Fujita como o líder do Koga ryu, ao invés disso, refere-se a ele apenas como um pesquisador. No mesmo livro ele se refere a Hatsumi Masaaki como o líder do Togakure-ryu ninpo.


Fujita realmente reuniu muitos livros e pergaminhos sobre o assunto. O seu nível de pesquisa era incrível. Ele estava escrevendo vários grandes livros que descreviam e explicavam várias seções de trabalhos como o Bansenshukai. De fato, esse trabalho é a base para quase tudo o que ele ensinava. Mais tarde ele ensinou várias coisas que podem ser ligados a trabalhos históricos como esse, mas não há registro nem testemunha dele demonstrando nada que pudesse ser chamado de ninjutsu e que pudesse ter vindo apenas de um ensinamento pessoal. Ele ensinou e comentou coisas como estimativa de distância, previsão do tempo e estratégia, mas nada físico. Quando alguém olha para trabalhos de kenjutsu de antes da era moderna, não acha quase nenhuma referencia de como se segurar numa espada. Isso porque era uma coisa ensinada no dojo antes dos livros serem disponibilizados aos alunos. São esses pequenos tipos de coisas que faltam nos trabalhos de Fujita. Nakashima Atsumi é um autor de livros sobre ninjutsu e membro do grupo de pesquisa sobre budo começado pelo próprio Fujita e em seu trabalho, “Ninjutsu Hiden no Sho”, ele declarou que não há nenhum exemplo das técnicas de luta ninja de Fujita. Se alguém deveria saber disso, esses seriam Nawa e Nakashima.


O registro de Fujita durante a guerra foi deturpado no ocidente. Alguns dizem coisas como que ele seria um assassino do Japão e teria matado por volta de 200 pessoas. Isto é simplesmente uma inverdade. Assassinato é contra a convenção de Genebra e os aliados foram especialmente persistentes na perseguição a criminosos de guerra. O esquadrão assassino dos alemães, enviado para matar o major de Aachen acabou indo a julgamento, porém Fujita nunca foi preso ou investigado. Sua maior contribuição ao esforço de guerra foi ensinar seções de estratégia extraídas do bansenshukai em algumas academias militares. No dia em que a guerra terminou, ele continuava a salvo no Japão.


Depois da guerra, Fujita continuou fiel em seu coração, aos velhos ideais que levaram o Japão à guerra. Quando os aliados, em primeira instância, baniram a pratica das artes marciais que ele ensinava, como forma de destruir a cultura do Japão. Ele resistiu reunindo o máximo de informação que ele pode sobre artes marciais japonesas e encorajando aas outros a praticá-las. Mais tarde ele viria a ser muito influente na formação e administração de muitas organizações de artes marcias. Ele mesmo havia aprendido uma forma de Kempo antes da guerra. Ele aprendeu outras artes e ajudou a ensinar algumas delas, mas não há registro no Japão dele ensinando o estilo Koga de ninjutsu. Ele até escreveu vários livros sobre diferentes artes marciais como Shinden Muso ryu jojutsu, diferentes estilos de hojojutsu (a arte de amarrar um prisioneiro) e mesmo um livro sobre shurikenjutsu. Neste último ele dá vários exemplos de empunhaduras para lançamento de diferentes escolas, mas falha ao demostrar alguma proveniente do Koga ryu ninjutsu. Na comunidade das artes marciais do Japão, Fujita ainda é lembrado com reverência. Ele foi muito influente no salvamento de muitas artes e foi de grande ajuda na formação de muitas organizações que existem até hoje. É estranho que poucos pesquisadores do ninjutsu sérios peguem ele como fonte segura da área, mas suas glórias são cantadas no mundo das artes marciais. Para muitos artistas marciais no Japão que nunca olharam mais de perto para a história dos ninjas, não há razão para não acreditar que ele tenha sido o último mestre do Koga ryu. Ele tinha habilidades e não tinha nenhuma necessidade de contar com aclamações acerca do ninjutsu, então há pouca razão para se duvidar deles, mas há problemas quando se olha com mais cuidado.


Tragicamente, Fujita morreu de repente e não deixou sucessores do seu estilo de ninjutsu. Não há ninguém no Japão que clama ter aprendido alguma habilidade física de furtividade . Muitos dos livros que ele levou muito tempo para reunir, podem ser vistos hoje no museu do ninjutsu em Ueno. Ao invés de terem sidos passados para um novo mestre de Koga ryu, os livros jazem em suas vitrines de exibição sendo apenas ocasionalmente emprestados a pesquisadores. Hoje, muitas pessoas tentam reclamar pertencer ao Koga ryu. Alguns tentam através de histórias bizarras, mas alguns outros dizem ter sido ensinados por Fujita Seiko ou ter tido como professor um pupilo de Fujita. Seus clamores não tem crédito algum no Japão. O Bugei Ryuha Daijiten lista a escola de Fujita como um estilo Koga e mesmo se refere a ela pelo nome apropriado de Koga-ryu XXXX-há. Ninguém que eu tenha visto no ocidente reclamando ser da mesma escola clamou o nome próprio do “–ha” atribuído a Fujita. Seus livros sobre a arte são grandes e interessantes a qualquer um com verdadeira seriedade em pesquisa do ninjutsu, mas, pondo de lado o que pode ser achado nesses livros, muito pouco além em sua arte parece ter sobrevivido.


Para encerrar eu gostaria de me desculpar por algumas lacunas que eu tenha deixado nesse trabalho. Considerando o montante de fraudes que hoje desejam lucrar com o nome de Koga e a arte de Fujita, eu tentei ser o mais informativo possível sem dar informações que pudessem vir a beneficiar a alguns no sentido de criar histórias para enganar os desavisados. Dessa forma eu não dei pedaços de informações como o nome em particular do “–ha” de Fujita ensinaria, os nomes próprios pelo qual os ninjas Iga sobreviventes eram conhecidos e nem os nomes de alguns ryuha que se originaram em koga. Essas pequenas informações são facilmente encontradas em fontes Japonesas mas eu estou razoavelmente convencido que a maioria das pessoas que querem fazer um rápido pulo para a fama através do uso de nomes Koga não terão o cuidado de se esforçar a aprender a língua japonesa e fazer a pesquisa apropriada.




Algumas das fontes que me ajudaram a fazer esse trabalho:


FUJITA, Seiko – Doron Doron, Saigo no Ninja. Nihon Shuhousha. Tokyo 1958
FUJITA, Seiko – Ninjutsu Hiroku. Soushinsha, Tokio 1937
SHIMIZU, Yukata – Fujita Seiko – Ninpo no Kyou to Jitsu. Hiden Koryu Bujutsu n °11, páginas 12 em diante.
ISHIKAWA, Masatomo – Shinobi no Sato no Kiroku. Souiyousha, Tokyo 1982
NAWA, Yumio – Ninjutsu no Kenkyu. Japan Publications Inc. Tokyo, 1972
OKUSE, Hichiro – Ninjutsu, Sono Rekishi to Ninja. Shinjibutsu Juraisha, 1995 (Reedição)
TOBE, Shinjuro – Ninja, Sengoku Kage no Gundan. PHP Business library, Tokyo 1995
WATATANI, Kiyoshi – Bugei Ryuha Hyakusen. Akita Shoten, Tokyo 1972




Tradução de Gustavo Fráguas

A HISTÓRIA DA KOGA-RYU - PARTE 2



Nobunaga é conhecido na história como o primeiro dos três unificadores do Japão, mas ele não foi é conhecido por sua paciência e gentileza. Naquele tempo ele estava tomando todo o Japão, incluindo as áreas em volta da capital. Ele eventualmente tomou posse da província de Omi, e com ela, Koga. A família Rokaku não demonstrou muito esforço para a expansão dos seus domínios, mas Nobunaga demonstrou grande interesse em posicionar a todos sob o seu punho. A idéia de guerreiros como os ninjas, servindo a outros senhores e possivelmente sendo usados contra ele não lhe foi muito agradável. Muitos dos ninja de Koga se submeteram a Nobunaga.


Mas ao menos um, Sugitani Zenjobu, atentou contra a vida de Nobunaga. Uma pessoa de Koga, com o nome de Takigawa convenceu Nobunaga a promover uma vendeta contra as famílias da área de Koga, Takigawa indubitavelmente se viu como líder nomeado depois da pacificação completa, mas Nobunaga foi dissuadido disso por Tokugawa Ieyasu.


Um débito que Koga iria pagar mais tarde com sua lealdade à casa de Tokugawa. Durante a batalha de Iga (Tensho Iga no ran) a carga de Nobunaga avançou do norte pegando-os através das terras de Koga. Koga correu para lutar em auxilio ao seus irmãos, ao menos alguns dos ninja de Koga o fizeram.


Alguns nomes proeminentes de Koga como Mochizuki são mencionados nos registros. Por sua interferência, muito dos de Koga foram assassinados e suas vilas queimadas ate o chão. A segunda invasão a Iga levou mais soldados que a província tinha em população naquele tempo. Estavam condenados. Muitos dos ninjas, notando a inutilidade dos esforços diante daquela situação, fugiram. Esta é conhecida como a diáspora dos ninjas de Iga. Ironicamente, isso pode ter ajudado as tradições de Iga sobreviverem.


Entre os de Iga que fugiram, alguns acharam trabalho com senhores de fora, alguns já eram empregados por senhores de fora e foram bem vindos para se tornarem membros permanentes de seus exércitos. Eles pararam de ser chamados de Iga ninja. Alguns ainda eram chamados de grupo de Iga, mas a maioria tomou o nome da área para qual eles vieram, o nome de algum ancestral ou o nome de família e adicionaram “-ryu” no final.


Esse foi o começo de muitas tradições como o ninjutsu Kishu-ryu cuja família fugiu para a província de Kii depois da invasão de Iga. Nobunaga não viveu muito depois que Iga foi destruída, em 1582 ele foi morto por um de seus vassalos. Tokugawa Ieyasu se viu em terra inimigas por ocasião do esforço para “juntar os cacos” depois da morte de Nobunaga. Ele contou com a ajuda de um de seus homens, Hattori Hanzo, de Iga, que trouxe consigo um grupo de homens compostos por ninjas de Iga e Koga e o ajudou a escapar para sua província natal, a leste.


Durante a fuga, Ieyasu inclusive se hospedou por alguns dias na casa de um dos ninjas de Koga que estavam a seu serviço. O ninja de koga então pagou o favor que lhes era devido a Ieyasu e se tornou um dos vassalos fiéis do homem que mais tarde se tornaria o cabeça do Japão. Hattori e seu ninjas de Iga também foram recompensados. Hattori se tornou general em exercício das forcas irregulares de Iga e de Koga. Por volta de 300 ninjas de Koga e Iga se tornaram vassalos permanents de Tokugawa.


E 1600, Koga serviu Ieasu na defesa do castelo Fushimi. O castelo era numa rota vital para os exércitos de Ishida Mitsunari nos eventos ligados a Sekigahara, a batalha que ajudou a posicionar Tokugawa como shogun. Infelizmente também ficava bem no meio da esfera de influência de Ishida. IeYasu esperava prejudicar o máximo possível das forças que marchavam rumo a Sekigahara num cerco ao castelo Fumishi, mas era claro a conclusão que o castelo cairia e os defensores seriam mortos.


Ieyasu ofereceu ao homem encarregado dessa missão, Torii Motatada, mais homens, que foram prontamente recusados seguindo a lógica que não importava quantos homens guardassem o castelo, o fim seria a derrota. A despeito disso, Ieyasu tinha uma grande porcentagem de guerreiros de Koga ajudando os defensores. Alguns servindo dentro do castelo, outros molestando aqueles que fizeram o cerco, do lado de fora. Por segurança, Ieyasu manteve suas famílias como reféns. Por volta de uma centena de ninjas de Koga ou mais morreram no campo de batalha o que já era um resultado antecipado desde o começo. Mas eles conseguiram enfraquecer bastante as forças inimigas e deram a Tokugawa tempo para ordenar seu contingente. Feito isso, os sobreviventes tiveram as graças mais uma vez elevadas junto a Tokugawa.


Nos cercos de inverno e de verão do castelo de Osaka, em 1615, homens de Koga e Iga serviram nos exércitos de Tokugawa. Em 1638, um grupo de dez homens de Koga foi mandado para ajudar aqueles quer faziam o cerco ao castelo de Shimabara, onde várias centenas de rebeldes e cristãos estavam organizando uma revolta. Os dois ninjas mais velhos, que tinham por volta de 60 anos, eram também veteranos de Sekigahara. Alguns tentaram dizer que a inabilidade dos Koga ao entender o dialeto local teria feito sua missão fracassar, mas não é verdade. Os Koga serviram admiravelmente. Apesar de estarem inviabilizados de se passarem por nativos e recolher informações, eles executaram alguns ataques ousados e foram elogiados por seus serviços.


O exército de Tokugawa, naquela altura já começava a mostrar a decadência que a paz geralmente traz a esse setor e o castelo de Shimabara sucumbiu à fome decorrente do cerco, ao invés de algum assalto ousado. Depois dessa última batalha, a sorte dos ninja de Koga começou a declinar. Ironicamente, o seu alto status contribuiu para a sua decadência, a medida em que eles eram promovidos para outras profissões de mais prestígio mas que pouco tinham a ver com ninjutsu.


Em Iga, o governante da província dava as boas vindas à volta de muitos ninjas que haviam fugido durante a grande batalha com Nobunaga. Ele cuidadosamente registrou e organizou-os em o que foi chamado de unidades de reserva. Eles não recebiam soldo, como os samurais, mas era esperado que servissem e aprimorassem suas habilidades de coleta de informações. Algumas vezes eles recebiam algum suplemento para o que eles cultivavam, mas a maior parte do tempo eles viviam como agricultores ou membros de outras classes não samuraicas. Isto era uma vantagem, uma vez que eles mantinham contato com as pessoas comuns as quais eles costumavam se disfarçar como.


O período Edo foi um tempo em que havia uma grande diferença entre os samurais e os não-samurais e um pequeno erro de protocolo por parte desses últimos poderia ser pago com a vida. Os ninjas de Iga ainda viviam como camponeses e podiam passar desapercebidos por isso. De acordo com os registros, eles costumavam trabalhar metade do dia em seja lá o que fosse que eles fizessem para se sustentar e treinavam na outra metade do dia. Os Koga e Iga da capital, logo ascenderam em prestigio e deixaram suas origens humildes para trás. Alguns dos de Koga foram organizados em batalhões armados. Ambos, Iga e Koga, serviram como guardas no castelo do shogun e também se juntaram as forças policiais locais. Muitos de Koga tornaram-se hatamoto (vassalos diretos do shogun). Muitos samurais serviam apenas a um daimyo que teria se aliado ao shogun, mas o hatamoto respondia apenas ao shogun. Esse foi um grande passo adiante dos Koga em relação aos ninjas de Iga, que seguiam trabalhando em suas fazendas, mas foi também um golpe violento em seus ofícios de ninja. Os hatamoto foram sub-utilizados na grande parte de sua existência e se tornaram um fonte de problemas. Alguns, não todos, se tornaram um pouco melhores que encrenqueiros que estavam protegidos por seu status. Quando o último shogun tentou organizar os hatamoto em uma unidade de infantaria ao estilo ocidental, eles empalideceram com a idéia de que isso estivesse abaixo de seu status.


Em 1716, a morte dos Koga, como ninjas, era eminente. Tokugawa Yoshimune havia se tornado shogun. Diferente dos shoguns anteriores, ele não provinha da linhagem principal. Ele vinha do ramo Kii dos Tokugawa, uma das três famílias especialmente orientada para prover herdeiros, que seria um problema para a linhagem principal. Yoshimune trouxe muitos do seu povo de Kii para manter o governo em Edo. Entre esses, estavam os ninjas do Kisho ryu. Yoshimune foi um dos mais eficientes shoguns que o Japão já viu. Ele colocou o governo de volta nos eixos econômicos e liderou esforços para tentar reviver o lado marcial dos samurai. Nesse tempo, o samurai quase que somente um título honorífico dos chamados guerreiros. Foi mais ou menos nesse tempo que Yoshimune criou o grupo “Oniwaben” de ninjas baseado nos seus ninjas Kishu e reorganizou o serviço de inteligência para mais eficientemente servir à nação, não como uma unidade de espionagem, mas como unidade de segurança interna. Essa mudança de organização foi importante e apesar de não ter começado propriamente com Yoshimune, se fortificou com ele. No período Edo o sistema Metsuke foi a principal forma com a qual Tokugawa manteve o controle e zelou pela paz.


Metsuke não era um agente secreto. Sua função era de um tipo de cruzamento entre agente do FBI com embaixador. Sua função era da mais alta importância na corte do daimyo para o qual ele foi enviado para servir. Apesar de ele não poder “se manter nas sombras” como os ninjas dos velhos tempos, ele estava sempre por perto mantendo os olhos bem abertos. Seu cargo como representante dos poderes centrais talvez tenham tornado mais difícil que ele se adequasse a qualquer disfarce, mas com certeza determinou-lhe um grau de segurança qualquer. Metsuke raramente era antagônico aos senhores para os quais ele era mandado a observar. Eles eram muito perspicazes na manutenção das boas relações com todo mundo. Um exemplo de metsuke vindo dos filmes, é o vilão do filme “Sanjuro”, de Akiro Kurosawa e estrelando Toshiro Mifune.
quinta-feira, 10 de junho de 2010

A HISTÓRIA DA KOGA-RYU - PARTE 1



Por Don Roley


Junto com Iga, Koga é um dos mais famosos nomes na história do ninjutsu. Nos anos recentes tem havido um grande interesse no ocidente acerca dessa arte e como resultado os interesses sobre a Koga (escola de Koga) também tem crescido. Mas a maior parte da informação comumente disponível se apresenta errada. Isto é particularmente verdade na internet.


O primeiro dos enganos freqüentes recai sobre o nome da área e do estilo. Enquanto o resto do Japão olha para o ideograma usado para o nome da região e pronuncia-o como “Koga” (ou mais corretamente “Kouga”, com o som do “o” alongado) os residentes da área em questão se referem à mesma como “Kouka”. A maioria dos Japoneses não sabe disso, uma vez que eles apenas lidam com o ideograma. Mas, é incrível quantos auto-proclamados mestres de ninjutsu Koga ryu ignoram até mesmo o termo próprio para a arte que eles supostamente estudaram. Para esse artigo, eu usarei o termo Koga, uma vez que ele é mais conhecido e usado.


Quando Stephen Hayes introduziu o Togakure ryu no ocidente, ele montou uma organização chamada “The Shadows of Iga” (As sombras de Iga), uma vez que é ensinado que o Togakure ryu foi originado e desenvolvido na região de Iga, no Japão. Muitos “aspirantes a ninja” então acharam por bem se denominarem como Koga ryu, provavelmente para tentar explicar como suar arte era tão diferente daquela apresentada como um estilo de Iga. Mas na realidade, as regiões de Iga e Koga eram muito próximas física, cultural e politicamente. Ambas as áreas são próximas uma da outra e faziam parte da região da montanha Suzuka, com uma longa história em comum. De fato, até as regiões do Japão serem determinadas pela corte de Yamato, Iga e Koga eram consideradas partes da mesma área. Uma vez determinadas as novas fronteiras, Iga formou uma província e Koga passou a ser uma pequena parte da província de Omi, logo ao norte de Iga. De várias formas a região de Koga tinha muito mais em comum com Iga que com o resto de Omi. Dramas e romances japoneses modernos tem pintado Koga e Iga como rivais amargos, mas fora algumas pequenas querelas comuns a qualquer área em toda historia, não era esse o caso.


Olhando os registros das regiões, poderemos encontrar muitos casos em que os ninjas de ambos os lados trabalhavam e treinavam juntos. Iga e Koga foram talvez o berço de nascimento daquilo que mais tarde se tornou conhecido como ninjutsu por uma grande gama de circunstâncias.


Quando o Japão começou a se atolar na era das guerras, o locais formavam seus próprios governos e se regulavam por concílios dos homens fortes locais. Umas das regras escritas por esses concílios que sobreviveu, era que eles (Iga) deveriam ajudar e dar suporte ao seu aliado, Koga, ao norte. Koga também, tinha suas próprias regras, ainda que limitadas. Omi foi governada pela família Rokaku naquele tempo e em retorno ao compromisso de apoio ao seu reinado era garantido uma forma de “vista grossa” para os assuntos internos de Koga. Essa peculiaridade permitiu a Koga e a Iga alugar seus serviços como especialistas militares para potências externas. Registros mas recentes de Koga listam certos residentes como sendo vassalos de senhores de outras áreas fora de seus domínios. Foi nesses termos que Iga e Koga tiveram condições de aperfeiçoar suas habilidades especiais. Esta situação permitiu ao ninja ter arranjos similares as mercenários como a Guarda Suiça e a German Landsknechts da idade média. As regras internas de Koga e Iga significavam que assuntos pertinentes às regras internas da região eram seguros, mas não significava que todas as facções deveriam ajudar umas as outras fora de suas terras. Para um estudante de história militar ocidental, achar mercenários de uma região lutando em ambos os lados do conflito não é nenhuma surpresa. Era bem isso que acontecia em relação a Koga e Iga. Um grupo composto por pessoas de Iga e de Koga poderiam bem estar de um lado da guerra, com um grupo análogo lutando contra o eles. Algumas famílias tinham longos laços com seus empregadores contudo a natureza dúbia de suas lealdades para com eles e com suas próprias regiões causavam confusões.


Em 1487, Koga foi chamada a honrar o compromisso com a família Rokaku, chamado esse que foi respondido contando com a participação de vários especialistas de Iga. A época foi 10 anos depois da desastrosa guerra Onin. A guerra, que era pela nomeação do sucessor do shogunato de Ashikaga, iniciou pequenos conflitos que gradativamente evoluíram para o fogo aberto. Todo o país entrou na loucura da guerra até que o shogunato Tokugawa se estabelecesse, no início do século 17. Depois de alguns anos de começado a guerra Onin, os shoguns Ashikaga em Kyoto estavam quase desprovidos de poder, mas não completamente. O cabeça da família Rokaku, Takayori, se viu cercado pelo shogun Ashikaga Yoshihisa e fugiu para sua província, Omi. Lá, ele evocou os ninjas de Koga, que trouxeram alguns de seus irmãos de Iga.Yoshihisa prosseguiu, ele levantou acampamento na vila Magari, em Koga.


Lá os comandos Koga/Iga se estruturaram. Usando técnicas furtivas eles espalharam a confusão entre os defensores e em seus ataques os ninjas queimaram as provisões, assustaram seus cavalos e feriram vários homens. As forças do shogun ficaram inviabilizadas de se mover por um tempo como resultado e deixaram para trás os trabalhos de defesa em volta do campo. Possivelmente como resultado da falta dos padrões de higiene, uma praga que acometeu os campos militares desde o começo dessa historia, o shogun Yoshihisa adoeceu e veio a morrer da doença. A reputação dos ninjas dessa região subiu às alturas , uma vez que tudo isso aconteceu numa era em que maldições e mágicas tinham grande credibilidade, a doença do shogun foi tida como um resultado das habilidades dos ninjas de Koga. Pode existir algum exagero nessa história e de fato pode até mesmo ser questionado a veracidade de tudo isso uma vez que foi baseado em historias escritas mais tarde, mas o fato é que as mais eficientes 53 famílias de Koga que serviram a família Rokaku foram honradas com o título de “As 53 famílias de Koga”. Incrivelmente, de acordo com uma historia escrita mais tarde pelos shoguns Ashikaga, havia ninjas de Iga servindo dentro do campo do Shogun assim como havia ninjas de Iga no grupo que os tomaram de assalto! Esta historia tem sido questionada por historiadores, por esses fatos, mas isso realmente não deveria ser estranho nessa época.


Este período, o começo da era das guerras é conhecido como Sengoku Jidai, é o real começo dos bons registros e contas do que foi mais tarde conhecido como ninjutsu. Como o ninjutsu era antes desse tempo esta sepultado no mistério e é assunto para inúmeros debates. Parte do problema é definir o que o ninjutsu é. Uma vez que o homem combate o homem, técnicas furtivas tem feito parte do vocabulário bélico humano. Tudo isso faz parte do ninjutsu, mas tentar determinar o que distingue o ninjutsu de outras formas de conhecimentos militar é material para um grande debate.


O Bansenshukai foi o livro escrito no começo do período Edo depois da era das guerras e foi compartilhado entre Iga e Koga. Nele, é dito que o verdadeiro ninja precisa ser proficiente em ambos Innin e Younin. Innin é o método de penetrar nas áreas inimigas mantendo-se icógnito aos olhos alheios. Younin é fazer o mesmo mas não necessariamente sem ser visto (disfarçado ou espionando de alguma forma). O livro dá alguns exemplos de ninjas bem conhecidos apenas para ilustrar que se eles realmente fossem grandes ninjas não deveriam haver nenhum registro do que eles fizeram. Do ponto de vista histórico isso representa um problema.


Muito do que o ninja da região realmente fez era de uma natureza de não constar realmente nos registros e o que efetivamente aparece na historia é apenas um lado da moeda. Um residente de Koga que andava através da província, fazendo bons mapas das estradas, contando as provisões e tropas e mesmo mantendo vigilância dos pontos fortes do inimigo, sem ser pego, realmente deixou muito pouco registro. Depois de retornar com a sua informação, ele podia pegar seu pagamento e a história apenas escreveria que talvez, um certo senhor da guerra sabia exatamente onde atacar quando ele invadiu a província. Por comparação, um ataque ninja no castelo de um inimigo que tenha terminado em chamas até as fundações, é muito difícil de manter fora dos registros. Então, somos deixados ora com pouco, ora com episódios dramáticos, ora com pouco dos episódios dramáticos dos aspectos históricos do ninja. Também, registros antigos são às vezes escassos bem como contraditórios.


Desde tempos idos, a área de Iga e Koga tem sido próxima da capital mas longe o bastante para não estar totalmente sob sua vista. Esta área é atravessada por montanhas e vales e antes da era moderna, viajar era muito difícil por ali. Então, desde o período de Nara (começo do século 8) a área tem sido conhecida por ser refúgio daqueles que caíram em desgraça na corte, bandidos e soldados do lado perdedor das guerras.


Os registros dos clãs de ninjas posteriores da área são de pequena ajuda na tentativa de determinar a evolução da região. Na maioria das partes eles são no mínimo exagerados. Isto é verdade para todos os registros sobreviventes das famílias da região. Muitas das famílias reclamam ancestrais importantes como Minamoto no Yoshitsuno ou Kosunoki Masashige. Ambos grandes guerreiros, derrotados e assassinados.


Pode até haver alguma verdade em tais historias. Os ancestrais de algumas famílias podem bem ter sido vassalos desses homens que fugiram e se esconderam depois de ter seus mestres mortos. Mas, como documento histórico, as tradições familiares de Iga e Koga não tem muito crédito. Parte do problema é que o ninja de Iga e de Koga não era realmente parte de um ryuha. O nome Koga-ryu, foi aplicado depois para descrevê-los, mas eles eram conhecidos mais como o “grupo de Koga” (koga-shu, koga gumi) ou o “grupo de Iga”. O ryuha é fruto de uma organização sócio-política bem como significa o ensinamento de uma habilidade em particular.


O treinamento do ninja, ao menos o que os estudiosos foram aptos determinar, não era de todo estruturado. Grupos treinavam juntos e havia provavelmente uma grande troca de informação. Muito do que se pode dizer do que poderia ser chamado de tradição famíliar, difere das típicas estrutura de ryuha. Mais tarde as artes começaram a carregar o nome de sua região, Koga-ryu, mas normalmente adicionada do nome de família ou nome de seu fundador com um “ha” depois, por exemplo: uma família chamada Tanaka poderia se dizer praticante do Koga-ryu, Tanaka-ha. Claro que isso não era realmente um ryuha e tais nomes vieram depois da era das guerras.


Durante o sengoku jidai, Koga estava ocupada. Eles lutaram em áreas principalmente no centro do Japão. Essa área era também conhecida por ser palco das mais sangrentas batalhas do Japão, com exércitos perseguindo o controle de Kyoto, o imperador e o trono do shogun. Durante esse tempo, alguns ninjas de Koga se empregaram com a família Tokugawa, que então usava o nome “Matsudaira”. Em 1582 eles ajudaram o futuro primeiro shogun Tokugawa a assegura alguns reféns que vieram em busca de sua cabeça, permitindo a ele trocar alianças da família Imagawa para a de Oda Nobunaga.
sexta-feira, 21 de maio de 2010

REVISTA - WARRIORS MAGAZINE | EDIÇÃO ESPECIAL DE LANÇAMENTO - Nº 1


Após dar inicio ao ASAHI RYU DEN com parceria entre eu e Shihan Juan M. Gutiérrez, fui convidado pelo editor responsável da Warriors Magazine para fazer parte de um projeto sem precendentes no Brasil. Trata-se do blog de mesmo nome, sendo este o mais visitado do país. A WARRIORS MAGAZINE está agora também em novo formato. 

WARRIORS MAGAZINE Nº 1 - VERSÃO UPDATE

Serão 4 Edições Especiais de Lançamento que serão desenvolvidos e enviados (aos interessados em ampliar seus conhecimentos) durante o período de 1 ano.

Estou muito feliz por essa iniciativa e gostaria de agora poder compartilhar a primeira edição da revista WARRIORS MAGAZINE em primeira mão com vocês.

Abraço à todos!

Gambate Kudasai!


domingo, 16 de maio de 2010

ASAHI RYU DEN - LA TRANSMICIÓN DEL DRAGÓN DEL AMANECER - MAYO

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

VIAGEM À ARGENTINA - REALIZANDO UM SONHO - PARTE 3



Creio que chegamos no local por volta das 10:00h da manhã do dia 14 de novembro e, apesar do dia ensolarado e de forte calor, havia um ar gelado que disfarçava um pouco a temperatura, mas este ressecava bastante a garganta e as pausas para a água eram inevitáveis. Sensei Juan Manoel e Shihan Marcelo Ferraro iniciaram o treinamento falando algumas palavras e desejando um bom treinamento à todos e etc. Por fim, Sensei Marcelo Ferraro deu o "START" com técnicas de Bikenjutsu e durante o dia inteiro treinamos outras técnicas conforme os dois mestres iam demonstrando e explicando com maestria, havendo pausa para o almoço e janta um pouco mais tarde.


Ao cair da noite, após nossa janta e termos sido divididos em cinco grupos (referindo-se aos 5 elementais: chi = terra, sui = água, ka = fogo, fu = vento, ku = vazio ), os dois Shihans pediram para que os instrutores graduados líderes de cada grupo contassem a história sobre a célebre batalha de Tensho Iga no Ran, no Japão em 1581, pois o treinamento noturno seria baseado neste tema. Não irei aqui relatar o que realmente ocorreu no treinamento noturno, mas saibam que o treinamento avançou até umas 03:30h da madrugada, onde ao menor sinal de sussurro era atenção redobrada. A paciência, a vontade e, a resistência física e psicológica eram testadas a cada minuto. Quando os grupos se encontravam e o confronto era inevitável, era então só a vontade de alcançar o objetivo. Apenas via-mos fantasmas e suas silhuetas deformadas na escuridão da reserva florestal.

No dia seguinte, voltamos ao treinamento depois de um breve descanso e começamos com técnicas de Bojutsu e de Biken, tomando assim o dia inteiro. E para fechar com chave de ouro tivemos Bocho (técnicas de calejamento das armas corporais), usando-se árvores e o que o próprio ambiente nos fornecia. Esse treinamento fortalece áreas do corpo como punhos, pontas dos dedos, cotovelos e claro, trabalha muita a capacidade de resistência. Bom... Arrancamos casca de árvores com as pontas dos dedos, golpeamos árvores, fortalecemos a musculatura e etc. Caso tenha interesse de saber mais detalhadamente, é bom participar de um Goton Po.


Espero que tenha lido as duas primeiras partes para entender um pouco da trajetória que fiz e, como eu antecipei, me reservei a alguns detalhes, pois a história é longa.

Um forte abraço!

VIAGEM À ARGENTINA - REALIZANDO UM SONHO - PARTE 2

07/11/2009 - 14:50h

Tomei um taxi do Aeroporto Internacional de Zeiza até o Alma Petit Hostel (hotel/pousada), em Palermo, onde fiquei hospedado durante 17 dias. O translado demorou uns 45 minutos e o trânsito não estava tão ruim assim. Realmente, durante esses minutos pude constatar e confirmar o que todas as pessoas que vão à Buenos Aires falam. Sim... é um lugar realmente lindo.

Assim que cheguei no local onde eu ficaria hospedado soube pelo recepcionista do Hostel que tinham ido alguns alunos me procurar e falaram que Juan Manoel Gutierrez me aguardava no Dojo para minha primeira aula. - risos. Só fiz tomar um banho e coloquei uma parte do Do-Gi (vestimenta) numa mochila e me apressei ao Dojo seguindo umas folhas de papel impressa do Google Maps. - Santo Google!

Chegando no Dojo perto das 17:50h, acenei com a mão, ainda um pouco que sem jeito. Sensei percebeu e veio até mim com um sorriso e abraço acolhedores. Logo fui ao vestiário colocar minha vestimenta e me dirigi ao Dojo, pois já tinha começado a aula. Pedi desculpas pelo atraso, claro!

As aulas são muito dinâmicas e fortes. Sensei explicava de uma forma como nunca tinha visto em outras pessoas no Brasil. Como falamos aqui: "mestre é mestre". O taijutsu dele era muito natural e rápido, porém com determinação e fluídez total. Há cada técnica eram geradas outras sem pausa alguma. Na verdade, as pausas só existiam para explicar de forma detalhada todo o movimento que se seguia diante de todos. Durante minha breve estadia pude conhecer vários estudantes de Ninjutsu Bujinkan alunos de Sensei. Pessoas de extrema dedicação e de coração puro. Um grupo bastante unido e com diversos mundos, mas estavam ali para aprender e tinham alegria em compartilhar isso comigo. Foi um ótimo aprendizado tudo isso... Bem mais do que se possa imaginar. Percebi que eu estava certo... Ali tinha o sentimento do Budô que eu procurava há muito tempo. E durante esse período de 17 dias em que estive treinando conheci pessoas que praticavam de 5 anos há 20 anos Ninjutsu Bujinkan. É realmente prazeroso fazer parte disso tudo.


Ao final de minha primeira aula, saindo do Dojo, eu e Sensei pudemos sentar e conversar um pouco enquanto comíamos. Além de nós estavam presentes Ângelo e Roberto de São Paulo alunos de Shihan Christian Petroccelo. Eles tinham chegado praticamente no mesmo dia em que cheguei para treinar com seu Sensei e aproveitando a oportunidade também ter aulas com Sensei Juan Manoel. Devo salientar que são dois praticantes de muito bom taijutsu e de caráter inquestionáveis. Conversamos por algumas horas sobre muita coisa.

No decorrer dos dias Sensei ia eliminando algumas dúvidas sobre como funcionava o Taijutsu, a forma de como trabalha a Bujinkan, as 9 escolas, Hatsumi Sensei e Takamatsu Sensei, e obviamente o Goton Po que seria realizado em alguns dias.

Infelizmente, após alguns poucos dias Ângelo e Roberto voltaram ao Brasil. Após dois dias começara o Goton Po. Organizado por Sensei Juan Manoel e Shihan Marcelo Ferraro, um enorme grupo se formou antes de seguirmos a viagem até o local do acampamento.
terça-feira, 14 de abril de 2009

CONHECIMENTO, INTENÇÃO E AÇÃO


O êxito está baseado na poderosa tríade do conhecimento, intenção e ação. O ninja deve ter conhecimento das técnicas mentais e físicas de qualquer atividade para que esta se realize; de outra maneira, suas ações serão movimentos corporais desordenados. O guerreiro deve ter uma autêntica intensão para que aconteça o que quer que ocorra; si não, se renderia ante o primeiro inconveniente que encontrasse. Finalmente, há de fazer uma ação para que aconteça o desejado, de outra maneira tudo caíria em teoria.


Para esclarecer melhor como funciona uma tríade, colocamonos num combate com faca que temos um dos fatores da tríade. O objetivo é definir o combate. Se há uma boa intensão de sobreviver, a atividade física se leva em conta, pois não há conhecimento suficiente e o resultado são movimentos ineficazes de faca e consequentemente acontecerá uma derrota. O lutador executa movimentos não treinados e indesejados, vindo a perder. Se há conhecimento suficiente, numa atividade, o lutador nem se quer terá contato com o inimigo e este é rapidamente derrotado.


O aspecto relativo ao conhecimento é fácil de adquirir e a ação só pode ser iniciada em um momento de confrontação, pois a intenção do ninja requer maior explicação. Um guerreiro no geral, e um lutador com faca em particular, deve ter uma sólida intenção que trará suas ações.


Um combate com faca é sem dúvida alguma uma experiência terrível e perigosa que não se pode tomá-la ligeiramente. O ninja aprendeu no passado, e todavia aprende hoje, que uma vez que a batalha começa, o único resultado é o êxito. Esta é a intenção do ninja: ganhar.




Esta é uma fotografia que eu não queria jamais mostrar no blog, mas algumas vezes é necessário para alertar aqueles que pensam que lutar com facas é um esporte qualquer, onde o oponente pára quando vc diz “chega”. Geralmente só há um vencedor numa luta com facas, e também só um sobrevivente. Quando há empate, é porque os dois perderam. Este cara da foto é o vencedor, e o prêmio dele foi a própria vida. Agora imaginem como ficou o oponente.


O corpo tem muitos sistemas de reserva. Se pode sobreviver a perda de uma parte do cérebro, três quartos dos pulmões, a metade do fígado, a maioria do estômago, todo o baço, um rim, parte do intestino, a maioria dos seus sentidos, a maior parte da pele e a metade do sangue. Parece um sistema bastante resistente quando se analiza. Em um momento de comflito letal, se pode usar este conhecimento em benefício próprio, reconhecendo que uma ferida não é o mesmo que a morte. Não só pelo ninja estar fortemente ferido e fora de combate. Há de reconhecer a ferida como um incentivo para lutar mais duramente. Programar a mente para atuar com decisão quando, mesmo que ferido e, continuar até a perda da consciência. Há de combater com aquilo que crêr, assim um obstáculo menor como uma ferida, poderá ser superada pela força da intenção.
segunda-feira, 13 de abril de 2009

AS CINCO FRAQUEZAS

O ninja interpretava o combate físico e espionagem nos termos das cinco manifestações básicas, eles classificaram certas ações psicológicas com base nestes cinco elementais. A diferente manifestação está em enxergar como representação simbólica da diversificação de níveis de consciência na personalidade humana.


CHI (Terra): A base agrupante das coisas, e está acima do corpo fisico e sólido, e é refletido no sentimento de estabilidade e mudança de resistência ou movimento.


SUI (Água): Este próximo e elevado grupo, é manifestado como o aspecto fluido do corpo, e é refletido no sentimento de alterabilidade e reação emocional á mudanças físicas.


KA (Fogo): Esta elevada manifestação é vista como a energia dinâmica de agressividade, e é refletida no sentimento de calor e expansividade, e a direção ativa de força é controlada pelo ambiente.


FU (Vento): A esta elevada manifestação física, mostra-se como intelecto e amor, e é refletido no sentimento de sabedoria e benevolência, e na consideração de uma consciência enterrelacionada com outros.


KU (Vácuo/Vazio): O potencial do vazio, a origem de tudo que é, dar-se a elevada capacidade criativa e a habilidade á direcionar energias do corpo em alguma das quatro formas de manifestações abaixo. O ninja classifica as fraquezas emocionais em cinco categorias básicas que relata as manifestações básicas. Alguns adversários quase sempre reagem na mesma maneira, sendo identificado com uma fraqueza especifica. Outros variam numa outra fraqueza, dependendo das circunstâncias.


PREGUIÇA - (CHI): Correspondendo ao nível de conscientização é a fraqueza de complacência ou preguiça. Alguns adversários tornar-se-iam envolvidos apenas como muitos daqueles que estão forçados. A preguiça ou descuido freqüentemente permite sua guarda através de gotas de um lago que atravessa cientemente. Alguns guardam e fazem apenas uma procura detestável, a não ser que alguma coisa pareça ultrajante ou fora do lugar, conclui que tudo é bom em seu setor.


Através da preguiça ou tédio, este tipo de adversário é facilmente derrotado pela captura de extraordinários passos a criar coisas menores, porém difícil e desencorajador para ele. Na recente guerra, truques psicologicamente interessantes tinham sido jogados utilizando este traço de personalidade.


Um soldado capturado talvez seria exposto a toda sorte de luxúrias e variedades de tratamento como rotina embora fosse um capturado ou prisioneiro. Depois da existência permitida ao escape, o soldado retorna a seu lado com estórias selvagens de seu encontro, reduzindo o espírito de luta de seus companheiros e talvez convencendo alguns a ter de se render ao seu inimigo. Uma situação similar seria usada no ganho aos soldados numa prisão. Após algumas semanas de detenção, alguns membros de um grupo capturados estariam enxergando ambulantes sobre o campo em perfeitos vestuários, com um aparecimento farto. Este feliz, algumas maravilhas teriam sido selecionadas para vários tipos de tratamento, enquanto seus amigos estariam privados de contar que eles tinham já cooperado e dito tudo o que sabem. O resultado de indignação teria bastante razão a alguns prisioneiros que estão privados a falarem, esperando assim obter a mesma gratificação.


RAIVA - (SUI): Esta emoção volúvel, representa ao nível de conscientização da água, pode ser igualmente usado no controle de seu adversário. No calor da raiva, as pessoas têm a ação de serem precipitadas. Um adversário com temperamento curto seria enganado pela vantagem de induzi-lo à raiva e ação irracional. Uma fisionomia calma e atenta seria seguramente de um hábil lutador, ao invés de ser furioso, brigando e batendo, obteria assim uma transformação de sucesso. Sua raiva teria uma ação maçante e pensante.


Uma história é dita de um Lorde, limitado em poder e recurso, que em face eminente ao ataque poderoso general do exército. O nobre inferior aparece relaxado e tranqüilizado com sua equipe tendo a garantia que tudo iria bem, como os dois generais atacantes, lideres principais e oficiais estariam realmente, portanto o nobre homem inferior. Espiões em seu sentido, composto as mentiras, e carregado os nomes dos “traidores” retornando ao seu general. O exaltado general imediatamente tinha os dois, na realidade bastante leais, executados por oficiais.


MEDO - (KA): Essa resposta emocional vem a aquecer o nível. Enquanto em terror, mais pessoas dariam evidentes possibilidades de ir contra a ação ou escape. A suave natureza e submissão estão facilmente derrotadas através de táticas de intimidação. Estas pessoas estão pegando o lado pela sua própria falta de confidência ou desejo a ingressar para dentro do conflito.


O medo é a principal arma dos assaltantes, estupradores, e ladrões armados. Através do uso de alta profanidade, ações ásperas, e a ameaça de violência, o ataque poderia temporariamente chocar sua vítima para um estado de subordinação. Ao entender o poder do medo como uma arma, poderia se lembrar de algumas experiências pessoais de medo ou de pânico. Por outro lado teria que examinar objetivamente as situações ou sugestões que trazem essas emoções à predominância. Muitas pessoas temem fisicamente a dor. Ou a possibilidade de ferimento. A alguma idéia de medo parecendo bobagem, inadequado, ou fraco. Para outros, ser sozinho, indefeso, ou inseguro pode trazer sobre a segurança o medo.


Aí estão os inúmeros medos pessoais de especifico aspecto ambiental, as fobias, as quais teriam de ser enganados dentro das considerações:
- Medo de altura;
- Confinamentos;
- Fundo d’água;
- Abelhas;
- Cobras;
- Corpo estranho;
- Objetos afiados e etc.


Sabendo vir enfrentar com os próprios medos daria visão aos medos dos outros. Gostar da raiva, ter medo seria totalmente eliminado a personalidade. Contudo, estaria diminuindo seu efeito imobilizante pela analise destas coisas que são causadas, e desenvolvendo confidências nas áreas onde existe um sentimento ameaçador.


Com alguns adversários, somente a fama já é bastante inspiradora do medo para o relutante combate. Na preparação da luta, um homem possivelmente teria dúvidas quanto à sabedoria de sua ação se ele ficasse sabendo o que ele estava fazendo a alguém que tivesse assassinado quatro outros no combate corpo-a-corpo, ou alguém com poderosos e intimidantes amigos.


COMPAIXÃO (PENA) - (FU): Aqueles com um exagerado nível de sentimento de personalidade, a suave afeição e sobre sua solidariedade, podendo ser manipulado pela atração de seu encarregado. Pela inspiradora pena em um adversário, o ninja teria seu verdadeiro objetivo. Subestimando ou ignorando um adversário potencial por causa de sua indefesa aparência está uma suave forma desta mesma satisfação emocional. Muitas vezes, o ninja das gerações passadas tomando numa postura como mendigo, aleijado, ou doente mental na ordem para apresentar a seus adversários, embora estivesse os vigiando. Um samurai com ar de arrogância pagaria a insuficiente atenção á infeliz pequena criatura e incapaz de desafiar sua grande habilidade.


Em alguns casos, pena ou compaixão é um estado constante, prevenindo pessoas para atividades que em alguma coisa séria defenderia a si mesmo. A estas pessoas, facas, armas de fogo, dedos nos olhos, e assim por diante estão também a brutalidade para ser usada sobre um oponente. Seus ataques, contudo, raramente mostra interesses para alguém com sentimentos ou bem estar. Almas compreensivas estão freqüentemente caçadas dentro de tocantes situações sob regras que outros não sintam obrigação para observar.


Limitadamente relatado á sentimentos de pena ou compaixão estão aquelas de culpa e pena ou compaixão ou mesmo estão aquelas de culpa e obrigação. Como fortes fatores de motivações comportamentais, culpa e obrigações freqüentemente trabalham até mesmo de encontro a próprios adversários. Pelo trabalho, constrói todo sentimento de agradecimento a sua vítima, o ninja vence através do poder da própria negação. Um cuidadoso exame da vida pessoal vem a entendimento por meio de complicados conjuntos de equilíbrio e relacionamentos, cujo o temperamento é visto em um homem.


Os mestres ninjas não desencorajavam o sentimento de compaixão para com os outros. Pelo contrário; o verdadeiro ninja era um homem bem compassivo. Sua sabedoria espiritual dava á eles a única visão dentro da totalidade e plano de ação mantendo o balanço e harmonia com o mundo. Contudo, sentimentos de compaixão confundem-se com interesses de “certo e errado” ou que é “justo” ou “imparcial”. O resultado emocional não é a verdadeira compaixão, mas precisa fazer o que é satisfatório ao mesmo tempo que é para o benefício do bom sentimento.


Este é reforçado pela compaixão que pode ser manipulado a fazer com que um adversário caia. Talvez o melhor resumo do sentimento do ninja seria a bondade como sendo uma ajustável versão do clichê e regra ocidental... O ninja estudava como “não fazer nada aos outros o que não queria que fizessem com eles próprios”.


VAIDADE (INUTILIDADE) – KU: Essa complexa emoção, a qual corresponde a criativa responsabilidade dada a luz do vazio, podendo ser efetivamente usada de encontro a um adversário. A inutilidade sobre o interesse pessoal frequentemente não acontece quando seu inimigo estar próximo. O interesse pessoal é algumas vezes acompanhada por uma falta de sensibilidade a outros, e razões para sentimentos de hostilidades ou ressentimento em outros, podendo ser supervisionados.


Dentre destas formas elementares, a vaidade poderá ser manifestada dentro do próprio interesse para o prestígio, gratificação do ego, ou aparência. Estas necessidades podem ser fornecidas com a bajulação e fingimento de amizades, amor, respeito, ou adoração. Alguma ação que preencha os adversários trazendo seus egos muito próximos, fazendo baixar sua guarda e muito mais.


O inútil poderá internamente ser o caminho para um conjunto eque fornecerá a surpresa do ataque, com uma menor decepção. A mais delicada, mas nenhum, no entanto precária, a forma de vaidade é a total obrigação à algum tipo de ideal, conceito, ou esforço.




Tradução do livro: The Ninja and Their Secret Fighting Art, by Stephen K. Hayes
Capa

O BÁSICO MORTAL - O ABC DAS ARTES MARCIAIS


A = LINHA (direção de movimento);
B = FONTE DE PODER
(força de movimento);
C = POSTURA (forma de movimento).




A = LINHA (direção de movimento)

A linha de uma arte marcial pode ser rapidamente reconhecida observando-se algumas técnicas, as concentrações ou até mesmo os movimentos modelo (kata). Onde as pessoas se movem pelo chão, percebem a linha de cada arte em particular. Pode ser, por exemplo, diretamente para frente e para trás; para frente, para trás e para os lados; circular; ou mesmo multidirecional.



B = FONTE DE PODER
(força de movimento)

Toda arte marcial tem uma fonte de poder que gera sua força de ataque e defesa. Alguns exemplos são: o impulso de quadris do karatê clássico; a força dos tendões do kung fu (nos braços); o harmonioso redirecionamento da força do adversário usado no aikidô; os movimentos de coluna do tae kwon do; a esquiva do judô. É importante notar que, hoje em dia, com a tendência de usar técnicas de um sistema de combate para aperfeiçoar ou mudar outra, muitas artes marciais têm agora mais do que uma fonte de poder. Um bom exemplo é o ocidental kickboxing que utiliza o jogo de ombro do boxe para golpes rápidos, os movimentos de coluna do tae kwon do para chutar e os impulsos de quadris do karatê para bloqueios fortes e golpes poderosos.



C = POSTURA
(forma de movimento)

O último dos três componentes que estruturam todos os movimentos das artes marciais é a “postura”. O termo postura não se refere apenas à forma ereta de postura. Se refere às muitas posturas que todas as artes têm, por exemplo: a postura de guarda; as várias posturas de esquiva e bloqueio e as posturas de golpe dos pés e mãos. Para entender o termo postura mais claramente, imagine que uma pessoa em plena performance de sua arte marcial fosse filmada. Se você observasse cada movimento deste filme, você veria a pessoa numa posição de guarda em uma cena, uma postura de ataque numa outra e assim por diante. Essas várias posturas mostram as formas de movimento das artes marciais.


Em outros termos, a forma particular do corpo que uma arte usa para executar suas técnicas produz uma forma geral. Agora se você juntar A, B e C, terá uma compreensão de porque as várias artes marciais se movem de determinadas maneiras.

1. Todas elas utilizam suas posturas de forma conjugada
(C);
2. Com suas fontes de poder
(B);
3. E as movem através de suas linhas (A);
4. Para criar sua técnica particular de estilo.

Dessa forma, o karatê clássico pode ser descrito por unir a postura das costas retas e firmes com a fonte de poder do impulso dos quadris através de uma linha para frente, para trás e para os lados, criando o que é conhecido como uma técnica de estilo karatê. Da mesma maneira, o kempo karatê pode ser descrito por mover suas posturas mais relaxadas e eretas com uma dupla fonte de poder do impulso dos quadris e movimento da coluna através de uma linha que segue para frente, para trás e para os lados criando a técnica kempo. E o aikidô move sua postura natural e relaxada num harmonioso redirecionamento da força de ataque do adversário, através de uma linha circular.

É surpreendentemente simples. Mas para o Ninjutsu, provavelmente este é um dos melhores métodos de compreensão do sistema de combate dos últimos anos. A linha do Ninjutsu é multidirecional. Isto significa que sua técnica usa todas as direções de movimento. No seu nível mais fundamental, essa linha multidirecional se baseia em oito direções (como um asterisco). Através da ação de girar com um pé, essas oito direções básicas se expandem num infinito número de combinações de movimentos – com um asterisco em movimento com outro e assim por diante. Em outras palavras, um prático do Ninjutsu quando se vê numa situação de confronto, inicialmente usa uma das oito direções básicas (ângulos) para executar uma técnica de defesa, depois continua se movendo em vários outros ângulos em ordem para executar um contra-ataque ou esquiva.


Através da prática das técnicas tradicionais, os alunos são influenciados a empregar posições de vantagem antes mesmo de tentar golpear o adversário. É interessante notar que na maioria das brigas dos homens, os procedimentos são do estilo do Ninjutsu, onde cada lado é usado para tentar ganhar vantagem tática sobre o adversário. Para mim, pessoalmente, esse é um dos mais impressionantes aspectos do estilo de combate do Ninjutsu. O Ninjutsu nunca encarou nenhum confronto como sendo uma “bela luta” na qual você pudesse limitar suas ações à autoridade de outros. Acima de todo, ainda que possa não parecer óbvio a princípio, um inimigo pode ser mais forte, mais rápido, mais experiente, melhor equipado, ou não estar sozinho. Numa situação potencialmente perigosa, o Ninjutsu age para ganhar. Para sobreviver.

De linha, nós mudamos para fonte de poder. Este fator da estrutura do Ninjutsu é muito difícil de se entender pelos livros ou fotos. Para estar propriamente mestrado, você tem que realmente estar experiente sob a análise de um instrutor. Para descrever a rara fonte de poder do Ninjutsu eu uso o termo “peso natural do corpo”. Em ouras palavras, é o peso natural do corpo em movimento que produz o poder nas técnicas de combate. Um exemplo é quando você de repente se vira e sem querer esbarra em alguém atrás de você. Mesmo não tendo usado nenhum músculo ou poder, sua ação repentina e relaxada bate na outra pessoa e a empurra. Ainda que esse seja um fenômeno natural (fonte de poder), é difícil para um principiante aplicar isso em combate porque requer um corpo relaxado e, consequentemente, uma mente relaxada. E a maioria dos principiantes não relaciona relaxamento com defesa pessoal. Leva algum tempo, paciência e prática para perceber do que seu corpo é naturalmente capaz sem usar rapidez ou músculos.



Da fonte de poder passamos para o último fator da estrutura do Ninjutsu – postura. O termo postura refere-se às várias posições do corpo que, trabalhadas em conjunto, formam uma técnica ninja. Um bom e simples exemplo disso é, a técnica ninja de caminhar para os lados. É formada por três posturas básicas: Hira Ichimonji no Kamae, Jumonji no Kamae e Shizen Norippo no Kamae no Henka. Unindo essas três posturas à fonte de poder do peso natural do corpo e as movimentando através de uma linha latitudinal, cria-se uma nova técnica de caminhar. Obviamente, existem muitas outras posturas que formam a gama de técnicas do ninjutsu, no entanto, as mais frequentemente usadas são: 1) Ichimonji no Kamae; 2) Hoko no Kamae; 3) Jumonji no Kamae; 4) Hira Ichimonji no Kamae; 5) Kosei no Kamae; 6) Doko no Kamae; 7) Hicho no Kamae; 8) Shizen Norippo no Kamae; 9) Suwari Gata Ichi no Kamae; e 10) Mubi no Kamae.

Examine as técnicas de combate passadas em aula no dojo e, observe as várias posições de corpo que são usadas. Tome nota também dos ângulos de movimento que cada técnica emprega. Uma vez que você entender os detalhes, pratique a sequência com o Uke durante a aula até que você consiga praticar as técnicas com a mente relaxada. Depois, numa atitude calma, dê continuidade à sua prática. Se você se mantiver relaxado, você poderá absorver a fonte de poder do Ninjutsu e descobrir o potencial natural que seu corpo tem.

WARRIORS MAGAZINE - 武 道

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